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	<title>Rede Ultra &#187; complexidade simplificada em palavras</title>
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		<title>Amor</title>
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		<pubDate>Wed, 16 Sep 2009 14:59:08 +0000</pubDate>
		<dc:creator>admin</dc:creator>
				<category><![CDATA[complexidade simplificada em palavras]]></category>

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		<description><![CDATA[Pessoal, 
Depois de um longo tempo estou reativando a coluna Complexidade em Palavras. Retomo falando de amor, e exemplifico este sentimento em alguns poemas abaixo, reflexos de seus autores, espelhos da alma ou simplesmente momentos inspirados.
.
Arte de Amar 
Se queres sentir a felicidade de amar, esquece a tua alma.
A alma é que estraga o amor.
Só [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Pessoal, </p>
<p>Depois de um longo tempo estou reativando a coluna Complexidade em Palavras. Retomo falando de amor, e exemplifico este sentimento em alguns poemas abaixo, reflexos de seus autores, espelhos da alma ou simplesmente momentos inspirados.</p>
<p>.</p>
<p>Arte de Amar </p>
<p>Se queres sentir a felicidade de amar, esquece a tua alma.<br />
A alma é que estraga o amor.<br />
Só em Deus ela pode encontrar satisfação.<br />
Não noutra alma.<br />
Só em Deus &#8211; ou fora do mundo. </p>
<p>As almas são incomunicáveis. </p>
<p>Deixa o teu corpo entender-se com outro corpo. </p>
<p>Porque os corpos se entendem, mas as almas não.</p>
<p>Manuel Bandeira</p>
<p>Dois&#8230;<br />
Apenas dois.<br />
Dois seres&#8230;<br />
Dois objetos patéticos.<br />
Cursos paralelos<br />
Frente a frente&#8230;<br />
&#8230;Sempre&#8230;<br />
&#8230;A se olharem&#8230;<br />
Pensar talvez:<br />
“Paralelos que se encontram no infinito&#8230;”<br />
No entanto sós por enquanto.<br />
Eternamente dois apenas.</p>
<p>Pablo Neruda</p>
<p>De almas sinceras a união sincera<br />
Nada há que impeça: amor não é amor<br />
Se quando encontra obstáculos se altera,<br />
Ou se vacila ao mínimo temor.<br />
Amor é um marco eterno, dominante,<br />
Que encara a tempestade com bravura;<br />
É astro que norteia a vela errante,<br />
Cujo valor se ignora, lá na altura.<br />
Amor não teme o tempo, muito embora<br />
Seu alfange não poupe a mocidade;<br />
Amor não se transforma de hora em hora,<br />
Antes se afirma para a eternidade.<br />
Se isso é falso, e que é falso alguém provou,<br />
Eu não sou poeta, e ninguém nunca amou<br />
William Shakespeare</p>
<p>Ide buscá-la, Desejos,<br />
Pela mão a conduzi.<br />
E tu, de amor serena flor,<br />
Traz a alma cheia de beijos<br />
Que eu tenho sede de ti. </p>
<p>Além do sono e do sonho<br />
Nos teus braços quero ir.<br />
(Ah, como é triste tudo o que existe!)<br />
Quero sentir-me risonho<br />
Sem passado nem porvir </p>
<p>E assim eternamente<br />
No teu seio me ficar,<br />
Dúbios, perdidos, os meus sentidos,<br />
Vago ser que apenas sente<br />
Que está além do chorar.<br />
Fernando Pessoa</p>
<p>Quando em meu peito rebentar-se a fibra,<br />
Que o espírito enlaça à dor vivente,<br />
Não derramem por mim nenhuma lágrima<br />
Em pálpebra demente. </p>
<p>E nem desfolhem na matéria impura<br />
A flor do vale que adormece ao vento:<br />
Não quero que uma nota de alegria<br />
Se cale por meu triste passamento. </p>
<p>Eu deixo a vida como deixa o tédio<br />
Do deserto, o poento caminheiro,<br />
Como as horas de um longo pesadelo<br />
Que se desfaz ao dobre de um sineiro; </p>
<p>Beijarei a verdade santa e nua,<br />
Verei cristalizar-se o sonho amigo…<br />
Ó minha virgem dos errantes sonhos,<br />
Filha do céu, eu vou amar contigo! </p>
<p>Descansem o meu leito solitário<br />
Na floresta dos homens esquecida,<br />
À sombra de uma cruz, e escrevam nela:<br />
Foi poeta &#8211; sonhou &#8211; e amou na vida. </p>
<p>Sombras do vale, noites da montanha<br />
Que minha alma cantou e amava tanto,<br />
Protegei o meu corpo abandonado,<br />
E no silêncio derramai-lhe canto! </p>
<p>Mas quando preludia ave d’aurora<br />
E quando à meia-noite o céu repousa,<br />
Arvoredos do bosque, abri os ramos…<br />
Deixai a lua pratear-me a lousa!</p>
<p>Álvares de Azevedo</p>
<p>Nenhuma pergunta</p>
<p>Nenhuma pergunta</p>
<p>Nada depois que você  partiu.</p>
<p>Nenhuma palavra ou ruído</p>
<p>Apenas o silêncio que se instalou.</p>
<p>A casa vazia, a cama vazia,</p>
<p>O lençol branco como as paredes do quarto.</p>
<p>O telefone não toca, nem a campainha,</p>
<p>Até mesmo os pássaros não cantam mais.</p>
<p>Inclusive aquela música que era nosso tema&#8230;</p>
<p>Eu nunca mais ouvi&#8230;</p>
<p>Todo dia é noite</p>
<p>Toda noite é cinza,</p>
<p>Esse anoitecer que não termina&#8230;</p>
<p>Depois que você partiu&#8230;</p>
<p>Talita Teixeira Gomes</p>
<p>Na próxima semana voltarei a fazer resenhas e comentários de livros.</p>
<p>Aproveitem os versos e espero que encontrem o que procuram nos livros.</p>
<p>Saudações,</p>
<p>N.E.I.</p>
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		<title>Cegueira Branca</title>
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		<pubDate>Tue, 14 Oct 2008 21:43:00 +0000</pubDate>
		<dc:creator>complexidade</dc:creator>
				<category><![CDATA[complexidade simplificada em palavras]]></category>

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		<description><![CDATA[Pessoal,
Depois de um hiato sem colunas, por diversos problemas e compromissos, retorno ao espaço tratando de um tema muito interessante, para não dizer importante, que foi retratado no cinema, mas originalmente tem sua origem num livro, ou menos: numa obra-prima da literatura moderna.
A coluna de hoje é uma homenagem ao grandioso filme de Fernando Meirelles, [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Pessoal,</p>
<p>Depois de um hiato sem colunas, por diversos problemas e compromissos, retorno ao espaço tratando de um tema muito interessante, para não dizer importante, que foi retratado no cinema, mas originalmente tem sua origem num livro, ou menos: numa obra-prima da literatura moderna.</p>
<p>A coluna de hoje é uma homenagem ao grandioso filme de Fernando Meirelles, Blindness, baseado na obra “Ensaio sobre a Cegueira” do gênio e Nobel português, José Saramago.</p>
<p>Retratar uma obra deste quilate, com a grandeza de um livro que penetra fundo na alma das pessoas é uma tarefa deverás árdua, na maioria das vezes malograda seja pela complexidade da obra, seja pela ineficiência do elenco, seja pela incompetência do diretor, mas não neste caso!</p>
<p>Imagino que a grande maioria das pessoas que se interessam pelo tema já deva ter visto o filme, ele esta quase saindo de cartaz. Não é um filme para o “grande público”, infelizmente a grande maioria das pessoas preferem os filmes fast-food, de tiros, chutes, porradas, efeitos especiais mirabolantes e outras besteiras do tipo. Assim sendo, falo para uma minoria, que assistiu o filme e saiu da sala do cinema atordoado, como eu. Simplesmente esqueci de jantar (assisti dentro de um shopping e jantaria por lá), vim para casa em transa, pensando no filme, no impacto visual que ele causou, na mensagem que ele nos deixa, na belíssima fotografia, na cenografia, nos figurinos, no belo trabalho engajado dos atores e, sobretudo, na delicadeza e competência com que o diretor conseguiu retratar a mensagem da “cegueira branca” de Saramago ao grande público. Sim, se considerarmos o universo que leu o livro, certamente os expectadores forma um “grande público”, o que é muito bom, porque esta incentivando muitos expectadores a lerem o livro, mais do que isso, a leram Saramago, sua obra completa, que é condição sine qua non para compreender o mundo, a alma das pessoas, aquele sentimento que escondemos, que brota e vive em nós, muito embora a gente o sufoque com besteiras e futilidades do dia-a-dia.</p>
<p>Eu farei apenas um pequeno resumo para quem não assistiu ao filme (ainda dá tempo, em SP ainda esta em cartaz, ainda que em poucas salas agora): trata-se de uma “cegueira branca” que assola as pessoas, sem causa inicial, mas que se alastra a toda a população, com exceção de uma mulher. Retrata a nossa visão turva e caolha diante da nossa própria condição de vida, nossos semelhantes, nossas pequenas atitudes para com o próximo. Muito significativa a parte da prisão, onde, nem mesmo entre “cegos” o ser humano consegue viver em par, sem evitar o egoísmo, o mercantilismo, a violência e a hipocrisia tão presente nestes seres bípedes, que habitam o Globo que se acham onipotentes e dominantes.</p>
<p>Confesso que esperava bem menos do filme, raramente se vê uma boa adaptação de livros para o cinema, sobretudo pela exigüidade necessária no cinema comercial (2h, máximo), imaginava um retrato muito mais explorando o sensacionalismo, onde a mensagem original se perderia, mas a grata surpresa foi constatar o contrário. Soube, inclusive, que o Saramago, duro combatente e resistente a adaptações cinematográficas de suas obras, se rendeu à adaptação e chorou ao ver o resultado final na tela. Em outras palavras, filem endossado pelo autor do livro é a consagração definitiva. Aliás, este foi um dos argumentos que me fizeram a ir ao cinema, caso contrário tenho minhas dúvidas se realmente assistiria, exatamente pelo exposto anteriormente sobre adaptações, Não raro você vê adaptações que estragam a bela visão que você tem da obra impressa, assim, melhor passar longe deste tipo de cinema.</p>
<p>Por aqui me despeço, espero ser mais presente por aqui, farei o possível para isso, e espero que encontrem o que procuram nos livros (e nos filmes – pelo menos em alguns).</p>
<p>N.E.I.</p>
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		<title>Inerte</title>
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		<pubDate>Sun, 20 Jul 2008 23:39:51 +0000</pubDate>
		<dc:creator>admin</dc:creator>
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		<description><![CDATA[Pessoal,
Eu já havia aberto espaço nesta coluna para um poema inédito, de uma amiga minha, agora estou abrindo a coluna para a publicação, em primeira mão, de um conto de um colega de lista de discussão na Internet.
Assim sendo, segue abaixo o conto na íntegra:
====================================================
Inerte
By Leonardo Fripp
-&#62;  leonardofripp.blogspot.com
Era só mais uma madrugada. A xícara com [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Pessoal,</p>
<p>Eu já havia aberto espaço nesta coluna para um poema inédito, de uma amiga minha, agora estou abrindo a coluna para a publicação, em primeira mão, de um conto de um colega de lista de discussão na Internet.</p>
<p>Assim sendo, segue abaixo o conto na íntegra:</p>
<p>====================================================</p>
<p>Inerte<br />
By Leonardo Fripp</p>
<p>-&gt;  leonardofripp.blogspot.com</p>
<p>Era só mais uma madrugada. A xícara com café continuava parada sobre a mesa, estática. A tela do computador pareceu menos nítida do que de costume quando fechou aquela janela em sua frente. Não se sentia mais ligada aos próprios braços apoiados sobre a mesa do teclado, e os olhos parados não mais fingiam. Seu corpo era finalmente um retrato de si mesma, o resultado final de uma equação cuja resposta ela insistiu em alterar por longos anos.</p>
<p>Não soube precisar o que de fato acontecera, e acontecer era algo que sua existência não concebia. Somente sabia que as cores já não eram tão vivas como antes. O café já não estava quente o bastante. Tinha sob seu controle tanto quanto possuiu quando acreditava ter tudo. Nada. Crenças não constroem fatos. Precisava agir, mas não conseguia mover um músculo sequer.</p>
<p>A respiração transpassava-lhe as cavidades nasais, causando na atmosfera fria do quarto uma ligeira nuvem. Céus, o que alguém mais faria em uma situação daquelas? Não havia alguém mais. Nem menos. Havia um único corpo inerte, deixando que os poucos feixes de luz artificial que adentravam seu quarto atingissem-lhe as costas.</p>
<p>Enquanto pensava, experimentava a sensação de um dejavu que faz dos fatos mais previsíveis. Pois não eram. E, como observadora inerte que era, somente pôde esperar e torcer por movimentos. Talvez espasmos. Alguém haveria de tirá-la dali. E logo.</p>
<p>Nada era tão simples. Simples como esperar que o sol surgisse e desse à grama o poder de crescer. Ou de querer crescer. Já não havia sinais de ânimo naquele corpo que ainda guardava vestígios de uma juventude recente.</p>
<p>Reparava cada vez menos nas cores, que naquela altura já se resumiam a tons de cinza espalhados como borras em uma tela que não fora exposta. Nada voltava a fazer sentido. Ou a parecer fazer sentido. Os carros na rua faziam mais barulho do que de costume. “Estou recobrando meus sentidos aos poucos”, pensou ao ouvir o som do movimento do lado de fora do quarto. E reforçou a idéia quando as cores voltaram a avivar-se em volta de seus olhos, embora não pudesse dar forma a elas.</p>
<p>Esperou – e esperar era algo que fazia bem – por mais alguns segundos para que pudesse interpretar o que sua visão tentava lhe mostrar. O som dos carros fazia-os parecer mais rápidos. E fortes. Talvez imbatíveis naquele momento. As cores ganhavam forma, finalmente.</p>
<p>Por fim, viu os tons de verde, vermelho e azul desenharem uma imensidão de flores, que caiam sobre ela aos montes, formando um desenho sem significado sobre sua silhueta, que era então o centro de órbitas que não podia alcançar.</p>
<p>As flores ganhavam novos coloridos, quando sentiu seu corpo puxado, na velocidade dos carros que aceleravam do lado de fora do quarto. Não sabia onde caía, mas não se importava com a ausência do chão. Jamais se preocupara com o solo em que pisava.</p>
<p>E quando as últimas flores lhe caiam sobre a face, ouviu alguém dizer, ao lado de seu ouvido: “Ide em paz”. E não fez tanta diferença para quem já era morta em vida.</p>
<p>====================================================</p>
<p>E aqui me despeço, e espero que encontrem o que procura nos livros.</p>
<p>Saudações,</p>
<p>N.E.I.</p>
]]></content:encoded>
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		</item>
		<item>
		<title>Coluna Poética</title>
		<link></link>
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		<pubDate>Wed, 04 Jun 2008 12:05:55 +0000</pubDate>
		<dc:creator>admin</dc:creator>
				<category><![CDATA[complexidade simplificada em palavras]]></category>

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		<description><![CDATA[Pessoal,
Depois de um pequeno hiato de alguns dias, onde tive viagens, congresso e compromissos combinados, retorno ao ritmo normal para colocar em dia as colunas.
Na coluna de hoje, vou postar alguns poemas muito interessantes; uns famosos, outros nem tanto e um inédito, escrito especialmente para a coluna por uma amiga minha, poetisa e estudante de [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Pessoal,</p>
<p>Depois de um pequeno hiato de alguns dias, onde tive viagens, congresso e compromissos combinados, retorno ao ritmo normal para colocar em dia as colunas.</p>
<p>Na coluna de hoje, vou postar alguns poemas muito interessantes; uns famosos, outros nem tanto e um inédito, escrito especialmente para a coluna por uma amiga minha, poetisa e estudante de pedagogia.</p>
<p><strong>VOZES DO MAR – Florbela Espanca</strong></p>
<p>Quando o sol vai caindo sob as águas</p>
<p>Num nervoso delíquio d’ouro intenso,</p>
<p>Donde vem essa voz cheia de mágoas</p>
<p>Com que falas à terra, ó mar imenso?</p>
<p>Tu falas de festins, e cavalgadas</p>
<p>De cavaleiros errantes ao luar?</p>
<p>Falas de caravelas encantadas</p>
<p>Que dormem em teu seio a soluçar?</p>
<p>Tens cantos d’epopeias? Tens anseios</p>
<p>D’amarguras? Tu tens também receios,</p>
<p>Ó mar cheio de esperança e majestade?!</p>
<p>Donde vem essa voz, ó mar amigo?&#8230;</p>
<p>&#8230;Talvez a voz do Portugal antigo,</p>
<p>Chamando por Camões numa saudade!</p>
<p><strong>A uma mulher – Vinicius de Morais </strong></p>
<p>Quando a madrugada entrou eu estendi o meu peito nu sobre o teu peito<br />
Estavas trêmula e teu rosto pálido e tuas mãos frias<br />
E a angústia do regresso morava já nos teus olhos.<br />
Tive piedade do teu destino que era morrer no meu destino<br />
Quis afastar por um segundo de ti o fardo da carne<br />
Quis beijar-te num vago carinho agradecido.<br />
Mas quando meus lábios tocaram teus lábios<br />
Eu compreendi que a morte já estava no teu corpo<br />
E que era preciso fugir para não perder o único instante<br />
Em que foste realmente a ausência de sofrimento<br />
Em que realmente foste a serenidade.</p>
<p><strong>Mais um dia &#8211; Talita Teixeira Gomes &#8211; 17/05/2008 </strong></p>
<p>Mais um dia começa</p>
<p>E a mulher vai lavando o chão do bar.</p>
<p>Quem dera lavasse o vício, a pobreza,</p>
<p>Quem dera lavasse a miséria humana.</p>
<p>Mas se lavar o vício, de onde obterá sustento</p>
<p>Sendo que a pinga e a cerveja é que dão lucro?</p>
<p>Ela vai secando o chão</p>
<p>E o primeiro cliente chega, nem são oito da manhã</p>
<p>Um pobre coitado pedindo uma birita pra pagar amanhã&#8230;</p>
<p>Mas provavelmente amanhã ele não vai ter dinheiro,</p>
<p>Porque mora na rua e vive de esmola e pequenos furtos.</p>
<p>Ele toma uma dose e sai com a garrafa na mão, gritando obrigado,</p>
<p>Agradecendo a Deus por mais um dia, pegando um cigarro amassado no bolso,</p>
<p>Uma moça passa fumando, ele pede o isqueiro,</p>
<p>A tragada relaxa, mais um dia começa&#8230;</p>
<p>Sua mulher está grávida, mais um neste mundo (ele pensa),</p>
<p>Sentada na esquina, os cabelos desgrenhados,</p>
<p>A barriga não pára de crescer, e as noites frias deste mês de maio são dormidas sobre um papelão, com uma coberta velha, as costas doem, o vento castiga&#8230;</p>
<p>Juntando-se ao grupo,</p>
<p>Na esquina do Mercado Central,</p>
<p>Sem banho a dias, comendo frutas que o homem do varejão doa (às vezes).</p>
<p>Ele brinca com os cães, fiéis companheiros da vida na rua.</p>
<p>O caminhão do frigorífico estaciona,</p>
<p>Os cães se aproximam, observando sem latir,</p>
<p>Enquanto os funcionários descarregam a carne.</p>
<p>Hipnotizados, com fome, com pulgas&#8230;</p>
<p>Um dos homens arremessa um pedaço de gordura,</p>
<p>Os bichos correm pra pegá-lo, disputando ferozmente o pequeno troféu.</p>
<p>Depois o caminhão vai embora, o dono assovia</p>
<p>E eles correm como crianças chamadas pelos pais,</p>
<p>Brincando na calçada, correndo na frente dos carros,</p>
<p>Sem medo, sem coleira&#8230; livremente&#8230;</p>
<p>Entro no ônibus, rumo ao trabalho,</p>
<p>Enquanto o grupo sentado na esquina</p>
<p>Compartilha das frutas e da bebida pra aquecer o corpo.</p>
<p>Os cães brincam alegremente&#8230;</p>
<p><strong>SOLIDÃO – Álvares de Azevedo </strong></p>
<p>Nas nuvens cor de cinza do horizonte</p>
<p>A lua amarelada a face embuça;</p>
<p>Parece que tem frio, e no seu leito</p>
<p>Deitou, para dormir, a carapuça.</p>
<p>Ergueu-se, vem da noite a vagabunda</p>
<p>Sem xale, sem camisa e sem mantilha,</p>
<p>Vem nua e bela procurar amantes;</p>
<p>É douda por amor da noite a filha.</p>
<p>As nuvens são uns frades de joelhos,</p>
<p>Rezam adormecendo no oratório;</p>
<p>Todos têm o capuz e bons narizes.</p>
<p>E parecem sonhar o refeitório.</p>
<p>As árvores prateiam-se na praia,</p>
<p>Qual de uma fada os mágicos retiros</p>
<p>O lua, as doces brisas que sussurram</p>
<p>Coam dos lábios teus como suspiros!</p>
<p>Falando ao coração que nota aérea</p>
<p>Deste céu, destas águas se desata?</p>
<p>Canta assim algum gênio adormecido</p>
<p>Das ondas mortas no lençol de prata?</p>
<p>Minha alma tenebrosa se entristece,</p>
<p>É muda como sala mortuária</p>
<p>Deito-me só e triste, e sem ter fome</p>
<p>Vejo na mesa a ceia solitária.</p>
<p>Ó lua, ó lua bela dos amores,</p>
<p>Se tu és moça e tens um peito amigo,</p>
<p>Não me deixes assim dormir solteiro,</p>
<p>À meia-noite vem cear comigo!</p>
<p>Por hoje é só e espero que encontrem o que procuram nos livros.</p>
<p>Saudações,</p>
<p>N.E.I.</p>
]]></content:encoded>
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		</item>
		<item>
		<title>Um poema .’. e o Graal</title>
		<link></link>
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		<pubDate>Wed, 30 Apr 2008 12:07:53 +0000</pubDate>
		<dc:creator>admin</dc:creator>
				<category><![CDATA[complexidade simplificada em palavras]]></category>

		<guid isPermaLink="false">http://redeultra.com.br/complexidade/?p=9</guid>
		<description><![CDATA[Pessoal,
Vou iniciar a coluna de hoje com um poema muito bonito, muito simbólico e revelador, embora nem todos possam (ainda) compreender o seu real valor:
PEDRA BRUTA
Sempre  questionei:  o que sou?&#8230;
para onde vou?&#8230;
E, assim ,  na minha longa jornada
procurei  iluminar  minha estrada
na luz do conhecimento
Tentei
ser um  aprendiz dedicado
Usei a  [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Pessoal,</p>
<p>Vou iniciar a coluna de hoje com um poema muito bonito, muito simbólico e revelador, embora nem todos possam (ainda) compreender o seu real valor:</p>
<p>PEDRA BRUTA</p>
<p>Sempre  questionei:  o que sou?&#8230;<br />
para onde vou?&#8230;<br />
E, assim ,  na minha longa jornada<br />
procurei  iluminar  minha estrada<br />
na luz do conhecimento</p>
<p>Tentei<br />
ser um  aprendiz dedicado<br />
Usei a  compreensão nas dúvidas.<br />
Conheci a grandeza do silêncio.<br />
Procurei,  na sabedoria Justa e Perfeita,<br />
o elo fraterno para desbastar</p>
<p>e aperfeiçoar<br />
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a pedra bruta que eu era ,<br />
antes do meu fim  chegar ..</p>
<p>Hoje,   um ano já  é passado.<br />
Não sou mais seu mundo presente.<br />
Para você sou uma tênue saudade<br />
de que sempre tentei<br />
corrigir &#8211; com segurança,<br />
aceitar &#8211; com amor ,<br />
silenciar &#8211;  para unir,<br />
buscando na minha  verdade<br />
e crença na  esperança<br />
de  morrer  para  renascer ! &#8230;</p>
<p>João Roberto.´.<br />
23/05/2002</p>
<p>Abaixo posto um texto interessante que encontrei sobre a Lenda do Graal (encontrei na Internet, sem autor, portanto não esta creditado, embora esteja claro que não é de minha autoria):</p>
<p>A Távola Redonda</p>
<p>Artur reunira sua corte em Logres. Acabara de aceitar o desafio de Riondas Ilhas quando um velho cego, que cantava acompanhada de uma harpa, solicitou a honra de levar as insígnias do rei na expedição, Artur recusou:</p>
<p>- Você é cego, meu amigo!</p>
<p>Nesse momento, diante de todos, o harpista transformou-se num encantador menino e oito anos, e todos compreenderam que Merlin, mais uma vez, pregara uma peça nos amigos.</p>
<p>Retomando sua forma e seriedade, o mago fez aparecer uma grande mesa redonda, cercada por cento e cinqüenta cadeiras.</p>
<p>- Em volta dessa mesa &#8211; disse Merlin -, irão sentar-se os cento e cinqüenta melhores cavaleiros do mundo. Algumas cadeiras já trazem gravados a ouro, os nomes de alguns de vocês: Gawain e seu irmão Yvain, Sagremor, Galecin, o rei Helain e todos os que ajudaram Artur a defender o reino. Esta mesa é redonda para que nunca haja discussão sobre a importância de um único cavaleiro. Mas a cadeira situada à direita do rei está reservada a um único cavaleiro. Qualquer outro que nela se sentar será imediatamente engolido pela terra. Por isso chama-se Cadeira Perigosa. A esse cavaleiro eleito caberá uma santa missão.</p>
<p>Fez uma pausa e prosseguiu:</p>
<p>- Vocês sabem que, no dia em que Jesus foi crucificado, um romano convertido, José de Arimatéia, recolheu o sangue de suas chagas em uma taça, o Graal. Essa taça preciosa foi levada para a Grã- Bretanha pelos descendentes de José, que a esconderam num castelo. Só o cavaleiro que a encontrar poderá ocupar a Cadeira Perigosa.</p>
<p>Os cavaleiros escutavam Merlin, em silêncio. Depois,  Gawain tomou a palavra e fez um juramento:</p>
<p>- Juro socorrer qualquer dama ou donzela que venha a esta corte pedir auxílio. Juro socorrer qualquer homem que tenha queixas de um cavaleiro. Juro partir em busca de qualquer um de nós que desapareça, e minha busca deverá durar um ano e um dia.</p>
<p>Em seguida, todos os outros cavaleiros repetiram o juramento. Assim foi criada a Ordem dos Cavaleiros da Távola Redonda.</p>
<p>O castelo do Graal</p>
<p>Um dia, numa de suas jornadas, Percivel precisou deter-se. ( nota: Percival é um dos cavaleiros da Távola Redonda ): tinha à sua frente um rio tão largo que não sabia como atravessá-lo. Preparava-se para dar meia-volta quando viu uma barca que levava dois pescadores. Gentis, eles convidaram Percival a subir e conduziram-no até um castelo escondido nas profundezas da floresta. Um dos pescadores lhe disse:</p>
<p>- Sou o rei deste castelo, que se chama Corbenic. Fui ferido e não posso mais montar a cavalo, por isso me distraio pescando.</p>
<p>Ao desembracarem, o rei-pescador ofereceu um suntuoso banquete a Percival. A cada prato servido, uma estranha procissão atravessava a sala. Primeiro surgiu um pagem com uma lança reluzente cuja a ponta sangrava; em seguida, apareceram dois rapazes que portavam candelabros de ouro puro. Logo depois, enquanto uma súbita luz clareava a sala, entrou uma donzela, carregando uma taça de ouro cravejada de pedras preciosas. Outra donzela fechava o cortejo, levando uma bandeja de prata. Sem dizer uma palavra, passaram para outra sala.</p>
<p>Percival ficou intrigado, mas nada perguntou, porque a mãe recomendara-lhe discrição em qualquer circunstância. No dia seguinte, ao levantar-se, encontrou o castelo deserto, mas suas armas e seu cavalo estavam prontos para a partida. Compreendeu que devia deixar aquele lugar misterioso.</p>
<p>De volta ao reino de Arthur, Percival não pensava mais no castelo de Corbenic, contente por juntar-se novamente aos cavaleiros da Távalo Redonda. No terceiro dia dos festejos dados em sua honra, uma donzela pediu para ser recebida pelo rei e seus companheiros. Era feia e tinha a pele amarela como a mula em que vinha montada. Diante de todos, censurou Percival com veemência por não ter feito nenhuma pergunta ao rei-pescador sobre a misteriosa procissão: sem o saber, ele vira o Graal, e seu silêncio poderia provocar uma grande infelicidade.</p>
<p>Percival jurou que encontraria o castelo de Cobernic e o Graal. Seguindo seu exemplo, cinqüenta cavaleiros levantaram-se e fizeram o mesmo juramento. Começava a Busca do Santo Graal.</p>
<p>Durante muitos anos, Percival vagou pelo reino de Logres. Combateu inúmeros cavaleiros e realizou muitas proezas, mas não encontrava os limites de Cobernic. Um dia, libertou dois cavaleiros que, por obra de Keu, estavam pendurados pelos pés nos galhos de uma árvore. Intrigado, Percival seguiu seu caminho e, mas adiante, cruzou com vários cavaleiros enlouquecidos que desciam da colina. Entre eles, reconheceu muitos de seus companheiros da Távola Redonda.</p>
<p>Em seguida, aproximou-se uma moça, cavalgando a galope, que gritou:</p>
<p>- Cuidado, senhor! Se subir, perderá a razão ou a vida!</p>
<p>Percival, no entanto, subiu a colina. Lá no alto, viu uma gigantesca coluna de pedra, cercada por outras pedras menores e bem alinhadas. Desmontou e amarrou o cavalo na coluna principal, onde também apoiou o escudo e o elmo. Logo surgiu uma donzela e anunciou amavelmente que ele acabara de amarrar o cavalo na coluna mágica construída por Merlin: apenas o cavaleiro perfeito poderia tocá-la sem enlouquecer. Antes de desaparecer, a donzela indicou a Percival o caminho para o castelo de Cobernic.</p>
<p>Reconhecido pelos habitantes do castelo, Percival foi acolhido com grande alegria. Como da primeira vez, assistiu à procissão do Graal, mas agora não deixou de perguntar ao anfitrião o siginificado de tudo aquilo.</p>
<p>- Você saberá. &#8211; respondeu o dono do castelo &#8211; se for capaz de unir os dois pedaços dessa espada.</p>
<p>Tendo passado na prova, Percival finalmente descobriu o segredo: o rei-pescador era o guardião da lança com a qual o cavaleiro romano Longino trespassara o flanco de Cristo, para certificar-se de sua morte. Guardava também a preciosa taça em que aquele cavaleiro recolhera seu sangue. Mas, depois de ferido, o rei não podia mais cumprir sua missão com o mesmo vigor, o que deixava o reino de Logres à mercê de encantamentos. Para curar o rei de Cobernic, Percival precisava enfrentar Perinax, que assassinara o irmão daquele rei-pescador.</p>
<p>Percival desafiou o cavaleiro cruel em seus domínios, no castelo da Torre Vermelha, onde quatrocentos cavaleiros já haviam sido mortos. Dessa vez, porém,Pertinax foi vencido e, no momento em que Percival cortava-lhe a cabeça, o rei-pescador sarou.</p>
<p>Ao voltar a Cobernic,Percival descobriu que era sobrinho do rei guardião do Graal e que deveria sucedê-lo.</p>
<p>Em Carlion, contou suas aventuras ao Rei Artur &#8211; sem, entretanto, revelar o segredo do Graal. No momento de tomar seu lugar na Távola Redonda, pediu para sentar-se na Cadeira Perigosa, o que entristeceu profundamente o Rei Artur: ele já perdera seis ousados cavaleiros engolidos pela terra.</p>
<p>Em silêncio, afastando todos que tencionavam impedi-lo, Percival dirigiu-se para a Cadeira Perigosa. Assim que se sentou, a terra abriu-se e revelou um abismo, do qual surgiram, sãos e salvos, os seis cavaleiros desaparecidos.Em seguida, a terra voltou a fechar-se, sem que Percival sofresse o menor arranhão. Cumprira-se a profecia de Merlim.</p>
<p>Percival casou-se com sua amada Brancaflor e, mais tarde, sucedeu o rei-pescador. Mas nunca deixou de sentir saudades de sua vida de aventuras.</p>
<p>E assim me despeço. Esta foi uma coluna diferente, e haverá mais novidades em breve, incluindo, eventualmente, textos autorais (meus ou não), aqui neste espaço.</p>
<p>Saudações e espero que encontre o que procura nos livros,<br />
N.E.I.</p>
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		<title>O Barão de Calvino</title>
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		<pubDate>Wed, 02 Apr 2008 12:09:18 +0000</pubDate>
		<dc:creator>admin</dc:creator>
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		<description><![CDATA[Pessoal,
Na coluna de hoje, o livro a ser abordado será “O Barão nas Árvores”, de Ítalo Calvino, escritor cubano radicado na Itália. Toda sua produção esta incluída na literatura italiana, portanto.
Este livro, publicado em 1957 é parte de uma trilogia, que posteriormente foi lançada em versão integral sob o nome de “Os Nossos Antepassados” (1960). [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Pessoal,</p>
<p>Na coluna de hoje, o livro a ser abordado será “O Barão nas Árvores”, de Ítalo Calvino, escritor cubano radicado na Itália. Toda sua produção esta incluída na literatura italiana, portanto.</p>
<p>Este livro, publicado em 1957 é parte de uma trilogia, que posteriormente foi lançada em versão integral sob o nome de “Os Nossos Antepassados” (1960). Entretanto, os livros podem ser lidos de forma independente, pois não há interação de personagens entre uma obra e outra.</p>
<p>Calvino faz parte do divertido ramo do romance fantástico, onde tudo (ou quase tudo) pode acontecer, um reino mágico e fantástico.</p>
<p>A obra se inicia com um ato de rebeldia do personagem central (não ainda Barão na época), Cosme Chuvasco de Rondó, primogênito do Barão de Rondó. Um certo dia, após uma desavença com seus pais ele resolve subir numa árvore, para nunca mais descer&#8230;</p>
<p>Narra toda a adaptação necessária que ele cria, para poder viver e sobreviver sobre as árvores, as tentativas frustradas do irmão em tentar lhe fazer desde das árvores, bem como a relação com as pessoas, vistas lá de cima. Ele percorre toda a Europa sobre as árvores, narra diversos acontecimentos, arruma uma namorada e tudo mais, sempre sem por um só pé no chão.</p>
<p>Ele também tem seu cão de estimação, seu bassê, devora pilhas de livros, enciclopédias inteiras e escreve muito!</p>
<p>O final, bom, o final é para quem ler o livro, somente&#8230;</p>
<p>Este é um livro para ser lido de uma vez só, numa “sentada”, pois é impossível parar de ler, é muito cativante e mostra Calvino no seu melhor momento, com sua imaginação e lucidez em estados aguçados de percepção.</p>
<p>Recomendo também a leitura das outras duas obras que compõem a trilogia: “O Visconde Partido a Meio” e “O Cavaleiro Inexistente”.</p>
<p>Por hoje é só e espero que encontre o que procura nos livros.</p>
<p>Saudações,<br />
N.E.I.</p>
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		<title>Passado e presente</title>
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		<pubDate>Sat, 22 Mar 2008 12:11:02 +0000</pubDate>
		<dc:creator>admin</dc:creator>
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		<description><![CDATA[Pessoal,
Casualmente topei com o livro que vou citar hoje, é daqueles livros simples, despretensioso e absolutamente sincero que encontramos, vez ou outra. Dentro de nosso grupo de estudos, o livro me foi apresentado e emprestado (segundo o dono do livro, emprestado porque ele sabe que eu trabalho com tecnologia). O nome do livro é “Fax, [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Pessoal,</p>
<p>Casualmente topei com o livro que vou citar hoje, é daqueles livros simples, despretensioso e absolutamente sincero que encontramos, vez ou outra. Dentro de nosso grupo de estudos, o livro me foi apresentado e emprestado (segundo o dono do livro, emprestado porque ele sabe que eu trabalho com tecnologia). O nome do livro é “Fax, mensagens de um futuro próximo”, de Jorge Wilheim.</p>
<p>O autor é bem conhecido, italiano vindo para o Brasil ainda criança, é famoso arquiteto e urbanista, conferencista e consultor, além de ter ocupado diversos cargos políticos em São Paulo.</p>
<p>O livro começa com um fax recebido pelo autor, oriundo de um homem desconhecido solicitando informações sobre o Brasil e nossa época (1994). Aparentemente, seria bastante incomum alguém solicitar informações sobre um país por fax, sobretudo pelos termos utilizados, bem como pelo fato de se referir ao J (abreviatura do autor) como vivendo no passado.Em poucas trocas de faxes o autor descobre que esta em conversa com um homem do futuro, ou seja, era uma comunicação de fax intertemporal, ligando passado e futuro em uma mesma sintonia.</p>
<p>No desenrolar da história, muito bem enlaçada pelo autor, muitos fatos relatados pelo homem do futuro (estava 20 anos além de J) já se fazem presentes, no mundo de hoje, em 2008. É interessante como a tecnologia evoluiu rápido, pois o autor, ao criar o enredo, imaginava, certamente, que os fatos que narrou como sendo futuro dentro de 20 anos não seria possível em 10 ou menos.</p>
<p>Trata-se de um livro rápido, poderíamos mesmo chamar de um conto (um tanto longo), ou ainda um livro “one shot”, se traçarmos um paralelo com o RPG e suas aventuras.</p>
<p>Não há muito mais a dizer sobre o livro, sem contar o seu final, pois, conforme ressaltado, trata-se de um livro de poucas páginas, leitura para uma pequena espera no consultório do médico ou do dentista, enquanto se aguarda a hora de ser chamado, ou mesmo para os que têm viagens longas de ônibus ou metrô em suas jornadas de serviço e/ou estudo.</p>
<p>Aqui me despeço e espero que encontrem o que procuram nos livros,</p>
<p>N.E.I.</p>
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		<title>Fragmentos de Saramago</title>
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		<pubDate>Fri, 07 Mar 2008 12:13:42 +0000</pubDate>
		<dc:creator>admin</dc:creator>
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		<description><![CDATA[Pessoal,
Desta vez a coluna esta saindo com um pouco de atraso, e a culpa não é do Portal, mas sim do colunista, que foi “obrigado” a comparecer ao show do Iron Maiden, no último dia 2. Assim sendo, pedindo desculpas pelo atraso e agradecendo novamente aos novos leitores, que comentam a coluna e escrevem por [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Pessoal,</p>
<p>Desta vez a coluna esta saindo com um pouco de atraso, e a culpa não é do Portal, mas sim do colunista, que foi “obrigado” a comparecer ao show do Iron Maiden, no último dia 2. Assim sendo, pedindo desculpas pelo atraso e agradecendo novamente aos novos leitores, que comentam a coluna e escrevem por e-mail, eu só posso agradecer e me sentir sempre renovado e energizado a continuar neste espaço.</p>
<p>Garimpei dois micro-trabalhos (no sentido de extensão, não em valor) do grande Saramago: uma poesia e uma reflexão. Achei ambos, sem querer, na Internet e transcrevo abaixo.</p>
<p><strong> As palavras</strong></p>
<p>As palavras são boas. As palavras são más. As palavras ofendem. As palavras pedem desculpa. As palavras queimam. As palavras acariciam. As palavras são dadas, trocadas, oferecidas, vendidas e inventadas. As palavras estão ausentes. Algumas palavras sugam-nos, não nos largam: são como carraças: vêm nos livros, nos jornais, nos &#8220;slogans&#8221; publicitários, nas legendas dos filmes, nas cartas e nos cartazes. As palavras aconselham, sugerem, insinuam, ordenam, impõem, segregam, eliminam. São melífluas ou azedas. O mundo gira sobre palavras lubrificadas com óleo de paciência. Os cérebros estão cheios de palavras que vivem em boa paz com as suas contrárias e inimigas. Por isso as pessoas fazem o contrário do que pensam, julgando pensar o que fazem. Há muitas palavras.</p>
<p><strong> &#8220;Circo&#8221;</strong></p>
<p>Poeta não é gente, é bicho raro<br />
Que de jaula ou gaiola se escapou<br />
E anda pelo mundo às cabriolas,<br />
Aprendidas no circo que inventou.<br />
Estende no chão a capa que o disfarça,<br />
Faz do peito tambor, e rufa, salta,<br />
É urso bailarino, mono sábio,<br />
Ave de bico torto e pernalta.<br />
Ao fim toca a charanga do poema,<br />
Todo feito de notas arranhadas,<br />
E porque bicho é, bicho ali fica,<br />
A uivar às estrelas desprezadas.</p>
<p>Tenho coletado alguns textos na Internet, muitos deles bastante raros de se achar mesmo em versões impressas, de modo que vou também postar aqui na coluna, eventualmente, como fiz hoje.</p>
<p>Gostaria também de abrir este espaço para pessoas que tenham textos autorais ou poesias, para divulgação e ampliação. Nas próximas colunas teremos poemas de uma estudante de Pedagogia de Ribeirão Preto, cujos poemas estão sendo produzidos neste instante. Se você também tem poesias e textos ficcionais autorais, envie para meu e-mail que, na medida do possível, publicarei aqui. Vale apenas lembrar que temos um espaço limitado aqui, portanto textos e poesias devem possuir dimensões reduzidas para caber na coluna.</p>
<p>Por hoje é isso, espero que encontrem o que procuram nos livros e até a próxima!</p>
<p>N.E.I.</p>
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		<title>Um Deus dentro de Nós</title>
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		<pubDate>Wed, 20 Feb 2008 12:15:56 +0000</pubDate>
		<dc:creator>admin</dc:creator>
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		<description><![CDATA[Pessoal,
Gostaria de agradecer os comentários que recebi, a respeito das últimas colunas que falavam sobre os mitos. A verdade é que muitos mitos se constituem a verdade das coisas, e a grande maioria deles esta relacionada diretamente com a psicologia do homem, intimamente ligado à sua condição humana e suas ramificações psicológicas. Voltarei ao tema [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Pessoal,</p>
<p>Gostaria de agradecer os comentários que recebi, a respeito das últimas colunas que falavam sobre os mitos. A verdade é que muitos mitos se constituem a verdade das coisas, e a grande maioria deles esta relacionada diretamente com a psicologia do homem, intimamente ligado à sua condição humana e suas ramificações psicológicas. Voltarei ao tema dos mitos em breve aqui na coluna.</p>
<p>Devo agradecer também as palavras de meu amigo e escritor, Glauco Stonell, a respeito da coluna e da resenha de “O Nome da Rosa”.</p>
<p>Retomando os comentários sobre livros, que também farão parte da coluna este ano, vou comentar um livro relativamente recente (até muito recente, considerando que escrevo mais sobre livros antigos), lançado em 1997 (chegou em 98 no Brasil, via Cia. das Letras), chamado “O Deus das Pequenas Coisas”, de uma autora iniciante indiana (e hindu), cujo potencial eu já havia lido numa resenha, tempos atrás. O nome da autora é Arundhati Roy.</p>
<p>Resolvi escolher este livro por diversas razões: é um livro pertencente a uma literatura muito diferente da nossa, com outras bases e características, de uma autora cujo dia-a-dia é frontalmente diverso do nosso e com características hindus, que refletem sua maneira de pensar, fora o fato de ser uma autora extremamente talentosa e um romance por demais instigante de se ler. Passa rápido como um filme, embora muito mais rico e repleto, quase que na sua totalidade, de uma visão indiana e hindu de ver o mundo. Mais do que recomendado dar uma pesquisada em sebos em busca do livro, uma vez que aqui será dada apenas uma pincelada, ou uma gotinha, para adoçar a boca&#8230;</p>
<p>O título do livro já nos leva a devaneios e projeções. O que (ou quem) seria o chamado “deus das pequenas coisas”?</p>
<p>Tudo começa com a autora relatando o dia-a-dia de uma família de comerciantes indianos, vendedores de polpas (compotas) e picles, na velha e misteriosa Índia. Através dos olhos de duas pequenas crianças, dois gêmeos (uma menina e um menino), o retrato da velha Índia e do desmoronamento de uma família e seu negócio, devido a brigas, traições, arroubos na natureza e sua veia destruidora (por vezes) e, obviamente, ancorado enormemente no ego do ser humano, nas paixões do ego que destroem famílias, negócios, cidades&#8230;</p>
<p>Relações entre casais de uma cultura diferente da nossa pode assustar ao primeiro momento, costumes e tratamentos entre marido e mulher e mesmo entre pais e filhos são relatados de maneira voraz e cru neste romance. Uma realidade crua, um ambiente do mais puro realismo, e dentro deste imenso caldeirão, as crianças buscam um mundo deles, uma vontade e uma convicção de que podem mudar suas vidas, e que isto pode ocorrer em apenas um dia.</p>
<p>Não vou revelar aqui o final do romance e muito menos o que significa o “deus” que dá nome ao livro, mas uma coisa o livro nos ensina, e isto fica muito claro a quem ler: o deus das pequenas coisas esta dentro de cada um de nós, enquanto alimentarmos uma pequena fração da criança que existe dentro de nós, isto, claro, para aqueles de nós que ainda traz algum traço desta criança viva dentro do espírito.</p>
<p>Um romance para ser lido com o espírito aberto, sem preconceitos, sem idéias pré-concebidas e tendo em mente a realidade de alguém que, embora vivendo um país completamente diferente do nosso, no fundo, bem no fundo da alma, a literatura é universal, porque os homens são universais, indivisíveis e, ainda que muitos tentem classificar, somos somente uma raça, não importa o país de nascimento, a religião praticada ou a condição de vida, somos todos parte de um todo maior, do universo, para resumir em uma palavra palatável e inteligível.</p>
<p>Esta coluna também terá sua versão devidamente narrada, constando nos arquivos do portal.</p>
<p>E por enquanto é só, até a próxima e espero que encontrem o que procuram nos livros.</p>
<p>Saudações,</p>
<p>N.E.I.</p>
]]></content:encoded>
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		<title>Mitos Hebráicos</title>
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		<pubDate>Wed, 06 Feb 2008 12:17:58 +0000</pubDate>
		<dc:creator>admin</dc:creator>
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		<description><![CDATA[Pessoal,
(versão deste texto disponível em audio)
Uma vez que esta é a primeira coluna escrita em 2008, as anteriores foram criadas antes das férias, inicio com um breve apanhado dos mitos hebraicos, sumamente interessantes e simbólicos para entender um pouco mais sobre a civilização hebraica ou judaica.
Este ano vou escrever muito sobre mitos, das várias civilizações [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Pessoal,</p>
<p>(versão deste texto disponível em audio)</p>
<p>Uma vez que esta é a primeira coluna escrita em 2008, as anteriores foram criadas antes das férias, inicio com um breve apanhado dos mitos hebraicos, sumamente interessantes e simbólicos para entender um pouco mais sobre a civilização hebraica ou judaica.</p>
<p>Este ano vou escrever muito sobre mitos, das várias civilizações e também traçar alguns paralelos com a psicologia relacionada.</p>
<p><embed src="http://www.ultraportal.com.br/radio/mediaplayer.swf" width="320" height="20" allowfullscreen="true" flashvars="&file=http://www.ultraportal.com.br/radio/programas/complexidade01-mitoshebraicos.mp3&height=20&width=320&frontcolor=0x00CC00&backcolor=0x000066&autostart=false" /></p>
<p>Abaixo temos alguns dos mitos, condensados, devido ao espaço reduzido.</p>
<p class="itemText">
<p>Boa leitura!</p>
<p>PODER DO MÁGICO<br />
O método utilizado por Jacob para que os cordeiros nascessem com pintas foi (segundo os estudiosos da mitologia e do esoterismo) o adscrito à magia conhecida com o nome de &#8220;homeopática&#8221;, que se baseia na chamada lei de semelhanças: &#8220;o semelhante produz o semelhante&#8221;.</p>
<p>Segundo este princípio imitativo, o mago podia produzir qualquer efeito, com a simples condição de imitá-lo: &#8220;os efeitos assemelham-se às suas causas&#8221;.</p>
<p>Toda a natureza, e os objetos que esta contém,são suscetíveis de manipulação por meio da magia &#8220;homeopática&#8221;ou &#8220;imitativa&#8221;. E também no momento de curar e prevenir doenças, se recorreu ao remédio da magia.</p>
<p>Esta forma de encantamento foi levada a cabo ao longo da história pela maioria dos povos de cultura e civilização ancestrais. O relato do Antigo Testamento é muito esclarecedor a esse respeito: &#8220;Então Jacob procurou umas varas verdes de álamo, de amêndoa e plátano e lavrou nelas umas moscas brancas, deixando ao descoberto o branco das varas, e fincou as varas assim lavradas nas pias ou bebedouros aonde vinham as reses a beber, justamente diante das reses, com o qual estas se aqueciam ao aproximarem-se para beber. Ou seja que se aqueciam à vista das varas, e assim pariam crias listradas, pintas ou manchadas.&#8221;</p>
<p>A verdade é que, com semelhante método, em breve reuniu Jacob um rebanho muito superior ao do seu tio e sogro: &#8220;Jacob medrou muitíssimo, e chegou a ter rebanhos numerosos, e servas e servos e camelos e asnos.&#8221;</p>
<p>MITO DA CRIAÇÃO<br />
Além de Jeová, também existia o nome de Elohim para referir-se à única deidade, e os livros sagrados colhem estas designações nos relatos da criação; &#8220;No dia em que Jeová Elohim criou a terra e os céus, nenhum arbusto havia ainda sobre a terra, nenhuma erva tinha germinado ainda, porque Jeová Elohim não tinha feito ainda que sobre a terra chovesse e nem havia homens que cultivassem o chão. Mas uma nuvem levantou-se da terra e regou o chão. E Jeová Elohim formou o homem com o pó do chão e soprou-lhe no nariz a respiração da vida&#8221;.</p>
<p>Antes de encontrar com Jeová, os hebreus tinham outras deidades menores e mais fracas. Adoravam os gênios ou espíritos de certos fetiches, entre os quais se encontram os denominados &#8220;terafim&#8221;; estes eram pequenos ídolos que podiam transportar-se e que presidiam o interior das tendas das diversas tribos. O próprio rei David levava-os consigo nas suas digressões e, quando se encontrava em perigo, permitia que os adivinhos e magos os invocassem para obter a sua ajuda. O mesmo termo &#8220;Elohim&#8221; significa &#8220;os deuses&#8221; (em plural, o que indica que veneravam vários deuses e que, portanto, não eram ainda monoteístas). No entanto, Yahveh é um deus ciumento e não quer outros deuses fora ele. É, além disso, &#8220;o deus dos exércitos e exige obediência cega e submissão plena. Era-lhe erigido culto e, em sua honra, se sacrificavam animais dos rebanhos e se supunha que na comida de comunhão o próprio Yahveh tomava parte. Era-lhe reservado o sangue dos animais que aos mortais se proibia.&#8221;</p>
<p>ARCA DA ALIANÇA</p>
<p>David, antes de mais, foi reconhecido como o rei da unificação pois preconizou a união entre Judéia e Israel. Alistou, além disso, mercenários e conseguiu, assim, conquistar muitas das cidades-estado dos povos cananeus limítrofes, com o qual viu consideravelmente ampliados os seus territórios originais.</p>
<p>Para transportar o Arca da Aliança que continha as &#8220;Tabelas de pedra&#8221;, com a lei de Yahveh gravada nelas para Jerusalém contrataram-se os serviços da carreta de Uzzá, que conduziu os bois durante o trajeto até que, por ter tentado segurar a Arca -que ia dando saltos por causa do mau estado do caminho- para não cair, foi ferido como por magia por um raio de Yahveh. E é que a Arca só podia ser tocada por famílias privilegiadas e por sacerdotes. Mas, à raiz do incidente relatado, até o próprio David temeu a ira de Yahveh e, para implorar a clemência do airado deus, ordenou que cada certo trecho se fizesse um alto no caminho, se depositasse a Arca em terra e se sacrificasse, em honra de Yahveh, &#8220;um boi e um carneiro alimentado&#8221;.</p>
<p>Depois de David, governa Israel um rei sábio e compreensivo para com os seus súditos: trata-se do seu filho Salomão. Este, embora fosse um bom diplomata, não tinha, em compensação, os dotes guerreiros do pai e, pelo mesmo motivo, &#8220;não pôde evitar a perda de territórios como o dos edomitas, provenientes da estirpe de Edom, que tinha sobrevivido à matança levada a cabo pelo chefe do exército de David e cujo representante, Hadad, tinha conseguido fugir: este refugiou-se com alguns homens edomitas no Egito e foi protegido pelo Faraó de forma especial, até o ponto que lhe deu por mulher uma das suas irmãs. Hadad foi adversário de Israel durante todo o reinado de Salomão.&#8221;</p>
<p>E por enquanto é só, até a próxima e espero que encontrem o que procuram nos livros.</p>
<p>Saudações,<br />
N.E.I.</p>
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