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Complexidade

Um poema .’. e o Graal

Pessoal,

Vou iniciar a coluna de hoje com um poema muito bonito, muito simbólico e revelador, embora nem todos possam (ainda) compreender o seu real valor:

PEDRA BRUTA

Sempre questionei: o que sou?…
para onde vou?…
E, assim , na minha longa jornada
procurei iluminar minha estrada
na luz do conhecimento

Tentei
ser um aprendiz dedicado
Usei a compreensão nas dúvidas.
Conheci a grandeza do silêncio.
Procurei, na sabedoria Justa e Perfeita,
o elo fraterno para desbastar

e aperfeiçoar
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a pedra bruta que eu era ,
antes do meu fim chegar ..

Hoje, um ano já é passado.
Não sou mais seu mundo presente.
Para você sou uma tênue saudade
de que sempre tentei
corrigir – com segurança,
aceitar – com amor ,
silenciar – para unir,
buscando na minha verdade
e crença na esperança
de morrer para renascer ! …

João Roberto.´.
23/05/2002

Abaixo posto um texto interessante que encontrei sobre a Lenda do Graal (encontrei na Internet, sem autor, portanto não esta creditado, embora esteja claro que não é de minha autoria):

A Távola Redonda

Artur reunira sua corte em Logres. Acabara de aceitar o desafio de Riondas Ilhas quando um velho cego, que cantava acompanhada de uma harpa, solicitou a honra de levar as insígnias do rei na expedição, Artur recusou:

- Você é cego, meu amigo!

Nesse momento, diante de todos, o harpista transformou-se num encantador menino e oito anos, e todos compreenderam que Merlin, mais uma vez, pregara uma peça nos amigos.

Retomando sua forma e seriedade, o mago fez aparecer uma grande mesa redonda, cercada por cento e cinqüenta cadeiras.

- Em volta dessa mesa – disse Merlin -, irão sentar-se os cento e cinqüenta melhores cavaleiros do mundo. Algumas cadeiras já trazem gravados a ouro, os nomes de alguns de vocês: Gawain e seu irmão Yvain, Sagremor, Galecin, o rei Helain e todos os que ajudaram Artur a defender o reino. Esta mesa é redonda para que nunca haja discussão sobre a importância de um único cavaleiro. Mas a cadeira situada à direita do rei está reservada a um único cavaleiro. Qualquer outro que nela se sentar será imediatamente engolido pela terra. Por isso chama-se Cadeira Perigosa. A esse cavaleiro eleito caberá uma santa missão.

Fez uma pausa e prosseguiu:

- Vocês sabem que, no dia em que Jesus foi crucificado, um romano convertido, José de Arimatéia, recolheu o sangue de suas chagas em uma taça, o Graal. Essa taça preciosa foi levada para a Grã- Bretanha pelos descendentes de José, que a esconderam num castelo. Só o cavaleiro que a encontrar poderá ocupar a Cadeira Perigosa.

Os cavaleiros escutavam Merlin, em silêncio. Depois, Gawain tomou a palavra e fez um juramento:

- Juro socorrer qualquer dama ou donzela que venha a esta corte pedir auxílio. Juro socorrer qualquer homem que tenha queixas de um cavaleiro. Juro partir em busca de qualquer um de nós que desapareça, e minha busca deverá durar um ano e um dia.

Em seguida, todos os outros cavaleiros repetiram o juramento. Assim foi criada a Ordem dos Cavaleiros da Távola Redonda.

O castelo do Graal

Um dia, numa de suas jornadas, Percivel precisou deter-se. ( nota: Percival é um dos cavaleiros da Távola Redonda ): tinha à sua frente um rio tão largo que não sabia como atravessá-lo. Preparava-se para dar meia-volta quando viu uma barca que levava dois pescadores. Gentis, eles convidaram Percival a subir e conduziram-no até um castelo escondido nas profundezas da floresta. Um dos pescadores lhe disse:

- Sou o rei deste castelo, que se chama Corbenic. Fui ferido e não posso mais montar a cavalo, por isso me distraio pescando.

Ao desembracarem, o rei-pescador ofereceu um suntuoso banquete a Percival. A cada prato servido, uma estranha procissão atravessava a sala. Primeiro surgiu um pagem com uma lança reluzente cuja a ponta sangrava; em seguida, apareceram dois rapazes que portavam candelabros de ouro puro. Logo depois, enquanto uma súbita luz clareava a sala, entrou uma donzela, carregando uma taça de ouro cravejada de pedras preciosas. Outra donzela fechava o cortejo, levando uma bandeja de prata. Sem dizer uma palavra, passaram para outra sala.

Percival ficou intrigado, mas nada perguntou, porque a mãe recomendara-lhe discrição em qualquer circunstância. No dia seguinte, ao levantar-se, encontrou o castelo deserto, mas suas armas e seu cavalo estavam prontos para a partida. Compreendeu que devia deixar aquele lugar misterioso.

De volta ao reino de Arthur, Percival não pensava mais no castelo de Corbenic, contente por juntar-se novamente aos cavaleiros da Távalo Redonda. No terceiro dia dos festejos dados em sua honra, uma donzela pediu para ser recebida pelo rei e seus companheiros. Era feia e tinha a pele amarela como a mula em que vinha montada. Diante de todos, censurou Percival com veemência por não ter feito nenhuma pergunta ao rei-pescador sobre a misteriosa procissão: sem o saber, ele vira o Graal, e seu silêncio poderia provocar uma grande infelicidade.

Percival jurou que encontraria o castelo de Cobernic e o Graal. Seguindo seu exemplo, cinqüenta cavaleiros levantaram-se e fizeram o mesmo juramento. Começava a Busca do Santo Graal.

Durante muitos anos, Percival vagou pelo reino de Logres. Combateu inúmeros cavaleiros e realizou muitas proezas, mas não encontrava os limites de Cobernic. Um dia, libertou dois cavaleiros que, por obra de Keu, estavam pendurados pelos pés nos galhos de uma árvore. Intrigado, Percival seguiu seu caminho e, mas adiante, cruzou com vários cavaleiros enlouquecidos que desciam da colina. Entre eles, reconheceu muitos de seus companheiros da Távola Redonda.

Em seguida, aproximou-se uma moça, cavalgando a galope, que gritou:

- Cuidado, senhor! Se subir, perderá a razão ou a vida!

Percival, no entanto, subiu a colina. Lá no alto, viu uma gigantesca coluna de pedra, cercada por outras pedras menores e bem alinhadas. Desmontou e amarrou o cavalo na coluna principal, onde também apoiou o escudo e o elmo. Logo surgiu uma donzela e anunciou amavelmente que ele acabara de amarrar o cavalo na coluna mágica construída por Merlin: apenas o cavaleiro perfeito poderia tocá-la sem enlouquecer. Antes de desaparecer, a donzela indicou a Percival o caminho para o castelo de Cobernic.

Reconhecido pelos habitantes do castelo, Percival foi acolhido com grande alegria. Como da primeira vez, assistiu à procissão do Graal, mas agora não deixou de perguntar ao anfitrião o siginificado de tudo aquilo.

- Você saberá. – respondeu o dono do castelo – se for capaz de unir os dois pedaços dessa espada.

Tendo passado na prova, Percival finalmente descobriu o segredo: o rei-pescador era o guardião da lança com a qual o cavaleiro romano Longino trespassara o flanco de Cristo, para certificar-se de sua morte. Guardava também a preciosa taça em que aquele cavaleiro recolhera seu sangue. Mas, depois de ferido, o rei não podia mais cumprir sua missão com o mesmo vigor, o que deixava o reino de Logres à mercê de encantamentos. Para curar o rei de Cobernic, Percival precisava enfrentar Perinax, que assassinara o irmão daquele rei-pescador.

Percival desafiou o cavaleiro cruel em seus domínios, no castelo da Torre Vermelha, onde quatrocentos cavaleiros já haviam sido mortos. Dessa vez, porém,Pertinax foi vencido e, no momento em que Percival cortava-lhe a cabeça, o rei-pescador sarou.

Ao voltar a Cobernic,Percival descobriu que era sobrinho do rei guardião do Graal e que deveria sucedê-lo.

Em Carlion, contou suas aventuras ao Rei Artur – sem, entretanto, revelar o segredo do Graal. No momento de tomar seu lugar na Távola Redonda, pediu para sentar-se na Cadeira Perigosa, o que entristeceu profundamente o Rei Artur: ele já perdera seis ousados cavaleiros engolidos pela terra.

Em silêncio, afastando todos que tencionavam impedi-lo, Percival dirigiu-se para a Cadeira Perigosa. Assim que se sentou, a terra abriu-se e revelou um abismo, do qual surgiram, sãos e salvos, os seis cavaleiros desaparecidos.Em seguida, a terra voltou a fechar-se, sem que Percival sofresse o menor arranhão. Cumprira-se a profecia de Merlim.

Percival casou-se com sua amada Brancaflor e, mais tarde, sucedeu o rei-pescador. Mas nunca deixou de sentir saudades de sua vida de aventuras.

E assim me despeço. Esta foi uma coluna diferente, e haverá mais novidades em breve, incluindo, eventualmente, textos autorais (meus ou não), aqui neste espaço.

Saudações e espero que encontre o que procura nos livros,
N.E.I.

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